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CRIME

Com chefão preso e doente, grupos criminosos disputam comando da fronteira

Nas últimas semanas o clima no fronteira é de muita tensão
19/10/2021 14:45 - Thais Libni


Desde a prisão de Fahd Jamil, conhecido como o 'Rei da Fronteira', em abril deste ano, os grupos criminosos, Primeiro Comando da Capital (PCC) de São Paulo, e o Comando Vermelho (CV) do Rio de Janeiro iniciaram uma feroz disputa pelo controle total da fronteira. 

Nas últimas semanas, a fronteira foi cenário de chacina, e diversos assassinatos. 

O extermínio recíproco visa conquistar a herança de um império, no qual quem comandava sozinho era Fahd Jamil, que atualmente muito debilitado, cumpre pena em prisão domiciliar em Campo Grande. 

Alvo da terceira fase da Operação Omertà, o Rei da Fronteira responde por, tráfico de drogas, homicídio e organização criminosa. O grupo de Fahd, mantinha na Fazenda Três Cochilhas, em Ponta Porã, uma espécie de quartel-general da pistolagem.  

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Além disso, o assassinato do ex-chefe de segurança da Assembleia Legislativa, Ilson Martins Figueiredo, que ocorreu em 11 de junho de 2018, é o crime que expõe a aliança entre o que os investigadores chamam de organizações criminosas de Jamil Name e de Fahd Jamil.  

O grupo coordenado por Fahd, também teria executado o pistoleiro Alberto Aparecido Roberto Nogueira (o Betão), em abril de 2016, e Orlando da Silva Fernandes (o Bomba) em outubro de 2018.

Para o comprimento de sua pena em prisão domiciliar, a Justiça estadual exigiu a entrega de passaporte, monitoramento com tornozeleira eletrônica, fornecimento dos dados pessoais de pessoas autorizadas a visitá-lo e também da equipe médica responsável pela sua saúde.  

Está formalmente proibido de ter qualquer contato com testemunhas processuais e outras pessoas envolvidas na Operação “Omertá”, que resultou na sua prisão.

Com o afastamento do Rei da Fronteira, o caminho ficou aberto para novos comandos, e nesse momento o derramamento de sangue é inevitável.